Presidente da Câmara de Silveiras é acusado de agressão física contra Procuradora Municipal
Servidora relata “vias de fato” após ser confrontada e empurrada pelo vereador e presidente Marco Aurélio; Vítima formaliza desejo de representação criminal.
A Polícia Civil de Silveiras, no interior de São Paulo, registrou um Boletim de Ocorrência (BO) por “Vias de fato” nesta segunda-feira, 24 de novembro de 2025 , envolvendo o Presidente da Câmara Municipal e uma Procuradora da Casa.
Thais Cardoso Fernandes Gonçalves , Procuradora da Câmara Municipal de Silveiras , compareceu à Delegacia de Polícia (DEL.POL.SILVEIRAS) e relatou ter sido vítima de agressão por parte de Marco Aurélio Gonçalves Ferreira Diniz , Presidente da Câmara. O fato ocorreu dentro da repartição pública, na Câmara de Vereadores, por volta das 16h00.


Confronto no Local de Trabalho
Segundo o BO, a servidora relatou que, ao chegar ao seu local de trabalho, cumprimentou colegas, mas foi ignorada. Ela também estranhou a falta de repasse de documentos que seriam de sua responsabilidade. Ao questionar servidoras do setor de administração e solicitar que registrassem em ata os assédios que afirma estar sofrendo, seu pedido foi negado.
A situação escalou quando a Procuradora procurou o Assessor de Relações Institucionais, Israel Cardoso Rocha Lemos , para pedir que ele contatasse o Presidente Marco Aurélio, a fim de obter apoio e esclarecer a situação com os demais servidores.

Agressão e Contenção
O Presidente Marco Aurélio compareceu ao local e, inicialmente, convocou todos os funcionários – com exceção da vítima – para uma sala reservada para discutir o ocorrido. A vítima então bateu à porta para solicitar o uso da Sala da Presidência, pois precisava concluir trabalhos pendentes.
Neste momento, Marco Aurélio saiu da sala “vociferando contra ela” e disse: “Sai daqui, eu não te aguento mais… você só me arruma confusão“. Em seguida, o Presidente da Câmara a empurrou de forma brusca e deliberada. Ele só foi contido pelo Assessor Israel.
Medidas e Representação Criminal
Após a agressão, a vítima acionou a Polícia Militar via telefone 190 e também o Conselho de Prerrogativas da OAB. Ela relatou que Marco Aurélio tentou procurá-la novamente em tom mais calmo, buscando conversar a sós, mas ela se sentiu receosa diante da agressão anterior e solicitou que ele se retirasse.
A situação exigiu a intervenção de um colega. A vítima relata que o vereador Zé Ritinha, ao tomar conhecimento do ocorrido, adentrou a sala, dialogou com Marco Aurélio e pediu para que o Presidente se afastasse do local onde a Procuradora estava.
A Procuradora foi acompanhada até a Delegacia pela Polícia Militar (Cb PM Vivian e Cb PM Martins) para o registro da ocorrência.
Ao final do depoimento, a vítima manifestou formalmente o desejo de representar criminalmente contra Marco Aurélio Gonçalves Ferreira Diniz. O caso agora segue para apreciação do delegado titular.
O presidente da Casa de Leis, vereador Marco Aurélio, foi procurado pela nossa reportagem, mas até o presente momento, não respondeu as questões a ele apresentadas via aplicativo de mensagens, pois não atendeu a nossa ligação, mas publicou na data desta terça-feira (25/11/2025), uma nota em suas redes sociais, acompanhe:
NOTA À POPULAÇÃO DE SILVEIRAS
Aos munícipes de Silveiras e a todos que acompanham os trabalhos deste vereador e da Câmara Municipal de Silveiras, dirijo-me neste momento com total clareza e transparência para abordar os fatos que têm sido indevidamente veiculados na mídia e nas redes sociais no último dia.
O episódio que está sendo manipulado publicamente não passa de uma deturpação de um conflito interno entre servidores.
Naquela tarde, compareci à Câmara para mediar uma situação delicada e tensa, onde a servidora em questão estava em franco desentendimento com outras funcionárias da Câmara, que estavam visivelmente abaladas. Ao tentar conduzir uma reunião reservada para restabelecer a ordem e organizar o ambiente de trabalho, solicitei que a servidora denunciante se retirasse da sala, a fim de permitir a continuidade da mediação — ato este posteriormente distorcido e apresentado como um suposto “empurrão“.
Tal narrativa será integralmente esclarecida pelos demais servidores presentes, que acompanharam os fatos e poderão confirmar a falsidade das ilegais acusações.
É importante registrar que esta denúncia não constitui episódio isolado; trata-se de mais um entre diversos registros anteriores apresentados pela mesma servidora contra outras colegas e gestores, desde o seu ingresso no serviço público em 2018, o que revela um padrão de conduta já conhecido internamente.
O que assistimos é o resultado dessa frustração de expectativas pessoais transformada em arma política. A articulação com figuras da oposição, e a divulgação massiva da mentira nas redes sociais, têm o propósito inequívoco de transformar um pleito pessoal negado em uma crise política.
Lamento que uma situação interna de gestão de conflito tenha escalado para uma tentativa de linchamento moral.
Dizer que sou um agressor é mentir e pior: é manchar a minha reputação com algo tão grave sem base nos fatos. É uma chantagem disfarçada de acusação, algo que coloca em risco não só meu nome, mas a credibilidade de toda a Câmara Municipal.
Em resposta a esta tentativa de desestabilização e em defesa inegociável da minha honra, formalizei Boletim de Ocorrência contra a servidora pelos crimes de Denunciação Caluniosa e Calúnia.
A verdade é uma só. A Justiça será o palco onde os fatos serão devidamente esclarecidos.
Tenho absoluta convicção na minha inocência e na integridade das instituições.
Reitero a certeza de que a verdade será integralmente restabelecida.
Ver. MARCO AURÉLIO GONÇALVES FERREIRA DINIZ




